G D Carreiro velho das estradas asfaltadasG Lá nas estradas do atalho do grotãoD Ele cortava com a roda do seu carroG Nestas estradas não passava caminhãoG D Carreiro velho neste tempo era moçoG Tinha destreza pra sair de madrugadaD E no gemido do cocão serra acimaG Ia pensando na sua mulher amadaG D Mudou o tempo com o avanço do progressoG Carreiro velho não pode mais trabalharD Guardou o carro e o arreio da boiadaG Carreiro velho vive agora a recordarG D Vê o retrato da boiada na paredeG Que foi tirada no jardim lá do arraiáD Quando ele lembra das proezas que faziaG Beija o retrato e chora pra desfarçarG D Junta de guia, o Marchante e o BriosoG Junta de coice, Diamante e CoraçãoD Junta do meio Fortaleza e ProgressoG Seis bois de carro deixaram recordaçãoG D Carreiro velho este mundo é mesmo assimG Em nossa vida tudo passa de repenteD As coisas boas vão embora com a idadeG Só a saudade fica morando com a gente
Carreiro Velho
Ze Campeiro e Paixao
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Tom:
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