A dor de perder quem amo machuca meu peito
Ando pensando pra caralho, revendo conceitos
O meu pedido de amor você não ouviu direito
A porra do seu ego inflado é seu o maior defeito
Eu caminho por essas ruas, não vejo problemas
Não costumo fechar com o errado, mas tenho os esquemas
Se tu quiser tentar com a sorte, esquece teus dilemas
Tô sempre com ódio na mente pra matar quem tenta, caralho, oh
No meus dedos escorre sangue, e nem é da minha carne
Meus inimigos são tão fracos, nem vale o combate
Suas palavras são vazias, é mais um covarde
Você nunca será exemplo, querendo só hype
Essas paredes pichadas refletem meus sentimento
Eu me entendo com a arte, conforme o passar do tempo
Desde novo nessa fita, minha meta é virar exemplo
Pros menor da quebrada um dia sair do tormento
Mesmo sendo tão confuso com o coração machucado
O menor de pouca idade com o mundo tá revoltado
O sangue desce na viela, sujando todos os carros
Isso mostra que a favela ainda é um campo minado
Cuidado com cada passo, o inimigo planeja o laço
Te conforta com palavra, ainda completa com um abraço
Normalmente anda contigo, normalmente tá do lado
Fuma da sua maconha, ainda diz que tu é mais brabo
Amores e sentimentos, todos homens tem por dentro
Não consegue demonstrar, mas sentem há todo momento
Conforme o passado o tempo, todos provam do veneno
Amores e ilusões que são jogadas pelo vento
Um poeta solitário que se trancava no quarto, escrevendo seus poemas
Com o coração machucado, vivendo uma dupla fase
Quando os corpos no espaço, agora sabe o que ele quer
Realmente tem se encontrado
Sentindo a brisa do vento, fumando um queima lento
Na quebrada tá lombrado, mas o contato eu tenho
Fazendo arte no quarto, juntando uma grana a parte
Só pra comprar um fogão, pra coroar de qualidade
Compondo minha realidade, eu nem gosto de falsidade
Em 99 das letra, eu tô falando a verdade, caralho
Oh
Nem tenho mais prazer na vida, por aqui só vejo ódio
Meu veneno me matando e eu nem enchi o copo
Antes fosse cerveja, mas ainda me sinto sóbrio
Remédios tarja preta, dentro da minha gaveta
Controla minha loucura, mas não para minha caneta
Versos que eu segmento, meu foco eu tô mantendo
Não quero cantar hit, música de momento
Meu som não é pra dançar, é pra fuder com o pensamento, caralho
Oh
Lembrar do seu tormento, de todos seus veneno
Quem nem a sua família viu o seu pior momento
Que todos os seus amigos se perderam com o tempo
E mesmo depois da luta, ainda tem pobre morrendo
Impossível de acreditar, eu preciso desabafar
Meu coração tá lotadão, e eu não tenho com quem contar
Tava jogando nessas ruas, em cima da bike
Sentindo toda a energia, a brisa da tarde
Pelos becos da minha favela, na simplicidade
Sempre mantendo o respeito e toda a humildade
Pode até não parecer, mas eu me sinto foda
Aquele sonho de criança, eu tô vivendo agora
De produzir meu próprio som, lançar pro mundo afora
As pessoas que estão me ouvindo, não sabem o quanto me apoiam
Caralho
Oh
Eu comecei a escrever, só pra mim não me matar
Agora eu sei que minhas letras tem vidas para salvar
Mentes para acalmar, pensamentos para mudar
Coisas que se eu me matasse, não ia vivenciar
Caralho
Oh
Porra
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