O nosso amor morreu
Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... E logo aponta
A luz doutra miragem fugidia
Eu bem sei, meu amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer
E são precisos sonhos pra partir
Eu bem sei, meu amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
Doutro amor impossível que há de vir!
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